Bog Jacket em lã merino

Eis a primeira  parte do Bog  Jacket, mais alguns centímetros e a diversão começa.A té a altura da cava, cordões de tricô, num trabalho repetitivo que tenho levado comigo para onde vou, pois não exige contagem nem atenção especial.  Boa opção para o tricô de bolsa, aquele que levamos conosco para os momentos de espera.

A interpretação das receitas de Zimmermann é uma tarefa fascinante. Na primeira leitura, tudo confuso, tricotamos, olhamos e relemos, então o texto vai ficando mais nítido. Muitas vezes queremos  ler e ter certeza de que entendemos todas as etapas da receita para só então começar o trabalho, do contrário  procuramos outra receita.

Mas no tricô o trabalho de compreensão e de execução caminham pari i passu, juntinhos. Vamos tricotando e o trabalho das mãos vai elucidando o texto, isso faz com que a receita transforme-se num porto seguro, num caminho tranquilo e não uma muralha que nos impede de produzir. Ler, pensar, calcular e claro, testar hipóteses e imaginar, são exercícios essencias do tricô e bons  motivos para que seja ensinado às crianças.

Isto é o que estou fazendo com o Knitting Around. O fio merino  100purewool  foi enviado por Sandra Rosendo para meu projeto de tricotar o livro de Zimmermann.  Até agora usei um novelo e menos da metade de outro, tendo tricotado todos os pontos (frente e costas) na agulha circular 5mm. Quando atingir a altura da cava, vou pesar o trabalho e medir o comprimento para uma idéia mais precisa do rendimento do fio.

Bom tricô!

Tricotando o Knitting Around de Elizabeth Zimmerman

Vou retomar o meu projeto de tricotar o Knitting Around, livro de Elizabeth Zimmmermann. Os trabalhos todos são encantadores, difícil saber por onde começar. Comecei pelas meias, mas vou retomar com o Bog Jacket.

Há um outro blog, o  Knitting Zimmerman de Christina Wall, sobre o livro Knitting Around. Christina recentemente terminou um projeto imponente, o Aran Coat. O grupo Knitting Zimmerman ( KZ) que moderamos junto com CHristina, tem o objetivo é discutir e trocar informações exclusivamente sobre os trabalhos do livro. Estão todos convidados,

Vou tricotar o meu Bog Jacket com a lã merino da 100purewool, nas cores verde e natural.

Lembro a todos que apenas discutimos, mostramos os trabalhos, resolvemos dúvidas. O livro de Zimmerman pode ser encomendado na Amazon, eu consultei uma livraria nacional que me informou que não importa esse livro.

Quem não conhece o Bog Jacket, pode ver as várias versões da receita nas imagens do Flickr.

Abraços!

Zimmermannia, fotos e blogs

Comecei a pesquisar nos blogs e sites. Imaginem! Encontrei trabalhos lindos feitos pelas receitas de Elizabeth.

Em Achei o Ponto (Found Stitch) o artesão Leonardo Ruivo postou ontem dia 23, o Seamless Saddle Sholder Pullover um dos sweaters Zimmermann, cuja receita está nos livros Knitting Workshop e Knitting Without Tears.
N’A tricoteira, somos surpreendidos pela manta em cordões de tricô, do The Opinionated Knitter.
O Tomten jacket, no blog Tricot a moda do Porto. Os sapatinhos feitos por Regina, em Tentando Tricotar.
E claro, os Baby Surprise Jacket, exibidos orgulhosamente em vário sites.

Tricotando o Knitting Around

Como aprender e divulgar o tricô de Elizabeth Zimmermann no Brasil? Tricotando suas receitas. Exatamento o que farei com o Knitting Around or Knitting without license. Por que este livro? Porque nele, mais do que ensinar receitas, ensina como fazer tricô circular. Há vários outros livros, nos quais já me aventurei, como Knitting Without Tears (1971), Knitter’s Almanac (1974), Knitting Workshop (1981) e o The Opinionated Knitter, publicação póstuma de 2005.

O livro está dividido em nove capítulos, parte orientações de tricô e parte relato autobiográfico,  ilustrados com fotografia e gráficos dos trabalhos, desenhos de Elizabeth, fotografias de família. No final um apêndice com orientações básicas.

Em princípio pretende seguir a ordem dos capítulos. O tema do primeiro: meias “Moccasin socks and other stockings”. O que farei? Vou postar as fotos das etapas, comentando as dificuldade e descobertas. Infelizmente ainda não temos traduções dos livros de EZ para o português. Mas podemos encontrá-los nas livrarias virtuais.

O primeiro desafio será  encontrar um fio adequado. EZ prefere trabalhar com lã,  mas no Brasil a maioria dos fios são acrílicos, alguns com 30% de lã. Não sei, penso em trabalhar as receitas com fios disponíveis no mercado nacional. Aliás, nossa “indústria do tricô” ….As revistas nunca apresentam projetos em tricô circular, e as medidas, diferentemente das revistas americanas, são para um único manequim e não fornecem orientações para adaptação de tamanho. Sem falar dos erros e do pequeno número de receitas de cada edição. Temos um longo caminho no mundo do tricô….

Vamos ver como ficará! Vou fazer as amostras e começar o moccasin socks, da página 03. Quem sabe no próximo post já tenha uma foto!!!